A legislação e as consequências do movimento feminista.

 

Desde o século XIX, a mulher luta pelos seus Direitos civis, políticos e sociais. Este movimento tem garantido muitas conquistas. De acordo com o TSE, 53% do eleitorado brasileiro é composto por mulheres, 146.470.880 eleitores no Brasil, ultrapassando a porcentagem dos homens, o que demonstra a necessidade de validação dos direitos pela condição e igualdade de gênero. Este movimento iniciou-se com a reivindicação de direito ao voto (estabelecido na constituição Federal de 1.932), sendo, em 1.934, eleita a primeira deputada, Carlota Pereira Queiroz, com a ajuda do movimento feminista. Neste mesmo ano foi assegurado o direito ao voto, a regulamentação do trabalho feminino e a equiparação salarial entre os gêneros.

 

Na década de 80, as feministas passaram a lutar contra a violência e em 1.985 foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), com o objetivo de aumentar a participação feminina nas atividade econômicas, políticas e culturais.

 

Neste mês, em especial, o assunto mais comentado é o dia da mulher, que é visto como um símbolo para marcar os direitos conquistados e os que ainda são reivindicados. Devido a herança cultural, a mulher ainda é tratada por uma parte da sociedade de forma como se fosse frágil e dependente, mas na verdade cada vez mais a mulher vem conquistando espaços antes nunca atingidos, que aos poucos vão sendo preenchidos, como ocupação de cargos de poder, destaque intelectual e liderança de movimentos, dentre outros. Mas mesmo com todos esses avanços, a mulher ainda tem como função “adquirida” da realização de trabalhos domésticos, que envolvam cuidados da casa, dos filhos, do cônjuge etc..

 

As multifunções são acumuladas pelo gênero e muitas vezes geram diversos conflitos. É claro que, hoje em dia, a sociedade tem dado largos passos no processo de conscientização e democratização de funções, mas ainda temos em vigor a cultura machista que preconiza o papel submisso da mulher, seja no âmbito doméstico, seja no âmbito social.

 

A dificuldade para garantir a igualdade

Mas frente a esse movimento existe a resistência e o apoio de grupos sociais que tentam desmistificar esses rótulos e provar que a mulher precisa ser vista com igualdade de direitos e obrigações, conforme a legislação. As mulheres sabem que ainda tem muitas dificuldades a vencer, tudo isso começa com a discussão e campanhas em torno da Lei Maria da Penha, que defende as mulheres que sofrem violência doméstica, a divisão de tarefas domésticas,  que já é uma realidade em muitas famílias, a ascensão profissional e cargos de poder que antes eram só ocupados pelos homens. Tudo isso vem crescendo ao longo dos anos, não na velocidade esperada, pois a conscientização é o primeiro passo para a mudança de paradigmas.